[Odontologia no Ar] Diagnóstico do novo coronavírus pela saliva é mais rápido e barato.

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Uma das formas mais comuns de transmissão do novo coronavírus, o sars-cov-2, é pelas suas partículas, que também ficam alojadas na cavidade oral, na saliva e nas secreções das vias aéreas superiores. O professor Paulo Henrique Braz da Silva, da Faculdade de Odontologia da USP, campus de São Paulo, acaba de publicar na revista Oral Diseases o artigo Sars-cov-2: O que a saliva pode nos dizer? junto com colegas brasileiros, um chinês e uma italiana. No artigo, os pesquisadores falam sobre as vantagens do uso da saliva para o diagnóstico de contaminação pelo novo coronavírus, como agilidade e custo, por exemplo. E, ainda, que o indivíduo pode fazer sua própria coleta, não expondo o profissional de saúde. Ele alerta sobre o perigo das partículas do vírus presentes na saliva e sobre o comportamento do vírus na boca. 

Braz da Silva explica que o diagnóstico sobre a presença do novo coronavírus na cavidade oral é feito no material genético colhido que passa por análise molecular. 

Além da eficácia dos exames feitos com saliva, esse material é importante “na busca por um medicamento para o tratamento da infecção pelo novo coronavírus, e até mesmo para uma futura vacina”. O pesquisador lembra que as únicas medidas atualmente para evitar o contágio pelo novo coronavírus continuam sendo o isolamento social e o uso de máscaras.  Também alerta para as fake news e mensagens de WhatsApp com fórmulas para bochechos que supostamente evitam o contágio ou a permanência do vírus na boca. Sobre a cavidade oral, concluiu que outros vírus também habitam esse ambiente e não vão necessariamente causar doenças, pelo contrário, podem ser benéficos.