Manual de Boas Práticas – Área – Administrativo – PLANO DE GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS DE SERVIÇOS DE SAÚDE (PGRSS) – MBP-ADM-001

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PLANO DE GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS DE SERVIÇOS DE SAÚDE (PGRSS)
Código MBP-ADM-001
VERSÃO 1.0
Elaborado por:Rosivaldo da Silva BorgesData:27/03/2025
Revisado por:Escritório de QualidadeData:07/08/2025
Aprovado por:Escritório de QualidadeData:08/08/2025
Próxima revisão:Anualmente ou quando necessário
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Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde (PGRSS)

Identificação e informações sobre o estabelecimento

  • Razão Social: Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo
  • Nome Fantasia: FOUSP
  • Endereço: Av. Prof. Lineu Prestes, 2227 – Cidade Universitária – CEP 05508-000 – São Paulo/SP
  • Telefone: (11) 3091-7860
  • Site: https://www.fo.usp.br

Atividades Desenvolvidas: Ensino, pesquisa, extensão, atendimento odontológico, laboratórios de exames e análises clínicas.

Especialidades: Odontologia geral e especializada, atendimento clínico, cirúrgico, laboratórios de biologia oral, bioquímica oral, patologia, ortodontia, prótese, odontopediatria, cirurgia, entre outros.

Responsáveis

  • Responsável Técnico: chefe da Divisão Administrativa
  • Nome: Rosivaldo da Silva Borges

INTRODUÇÃO

O presente Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde (PGRSS) visa garantir o correto manejo, condizente com a legislação vigente – RDC ANVISA nº 222/2018, Resolução CONAMA nº 358/2005, ABNT NBR 12810 e 12807 –, dos resíduos gerados na Faculdade de Odontologia da USP, promovendo a segurança dos trabalhadores, a proteção do meio ambiente, e a saúde pública.

OBJETIVO

Implementar procedimentos e diretrizes para o gerenciamento dos resíduos gerados na FOUSP, minimizando os riscos, otimizando rotinas de segregação, acondicionamento, transporte, armazenamento, coleta, tratamento e destinação final, conforme normas técnicas e legislações aplicáveis.

CARACTERÍSTICAS DO ESTABELECIMENTO

Instituição universitária dedicada a ensino, pesquisa e atendimento odontológico em múltiplos setores. Estrutura composta por clínicas, laboratórios e áreas administrativas, distribuídas em pavimentos planejados para otimizar o fluxo dos pacientes e colaboradores.

ELABORAÇÃO DO PGRSS

Plano elaborado sob coordenação do Chefe da Divisão Administrativa, Rosivaldo da Silva Borges, contando com a colaboração de uma comissão multiprofissional composta por docentes, técnicos, profissionais de limpeza, administrativo e demais setores envolvidos.

CLASSIFICAÇÃO DOS RESÍDUOS

Conforme RDC ANVISA nº 222/2018, NBR 12810 e classificação da planilha de diagnóstico quantitativo e qualitativo, os resíduos de serviço de saúde gerados são classificados nos seguintes grupos:

GrupoDescrição
AResíduos com presença de agentes biológicos (infectantes)
BResíduos químicos perigosos
CRejeitos radioativos (não há geração identificada)
DResíduos comuns, similares aos domiciliares
EMateriais perfurocortantes ou escarificantes

DIAGNÓSTICO DE GERAÇÃO DE RESÍDUOS

Com base na planilha anexada, a média diária de geração de resíduos na FOUSP por grupo é:

GrupoQuantidade Aproximada (kg/dia)
Grupo A (Infectante)103,76
Grupo B (Químico)2,90
Grupo C (Radioativo)0
Grupo D (Comum)126,8
Grupo E (Perfurocortante)4,31

Principais setores geradores incluem clínicas, laboratórios (biologia oral, bioquímica oral, patologia), centro cirúrgico, ortodontia, prótese, odontopediatria e administração.

TRANSPORTE INTERNO

O transporte interno compreende o traslado dos resíduos dos pontos de geração aos locais de armazenamento temporário, utilizando recipientes próprios, identificados conforme tipo de resíduo, pelos colaboradores treinados.

ARMAZENAMENTO TEMPORÁRIO E EXTERNO

O armazenamento temporário é realizado próximo aos pontos de geração, em recipientes resistentes, tampados, garantindo segurança e agilidade. O armazenamento externo ocorre em abrigo específico, com acesso controlado, piso e paredes laváveis, ralos e luz interna, conforme normas técnicas.

COLETA E TRANSPORTE EXTERNO

A coleta dos resíduos comuns, resíduos infectantes e perfurocortantes é realizada diariamente por empresa licenciada. Os químicos são coletados em datas programadas por empresa especializada, ambas com licenças e certificados ambientais para transporte, tratamento e destinação final. Todas as etapas documentadas conforme exigência legal.

ACONDICIONAMENTO E MANUSEIO POR GRUPO

  • Grupo A (Infectante): Sacos plásticos brancos leitosos com identificação de resíduo infectante; recipientes laváveis e compatíveis com volume gerado.
  • Grupo B (Químico): Sacos e caixas laranja, identificados para resíduos químicos.
  • Grupo D (Comum): Sacos plásticos convencionais em recipientes resistentes.
  • Grupo E (Perfurocortante): Recipientes rígidos, estanques, com tampa; caixas tipo descarpack conforme NBR 13853.
  • Grupo C: Não há geração identificada no diagnóstico atual.

No caso de líquidos e reagentes, utilização de recipientes específicos segundo compatibilidade química e normas da ABNT.

SEGREGAÇÃO, EMBALAGEM E ROTULAGEM

Treinamento contínuo dos colaboradores para correta segregação, conforme classificação (Grupos A, B, D, E), evitando mistura de resíduos, seguindo recomendações de segurança, rotulagem obrigatória e preenchimento dos manifestos e certificados exigidos.

DESCARTE ESPECIAL

  • Equipamentos eletrônicos: Parceria com o CEDIR – Centro de Descarte e Reuso de Resíduos de Informática para descarte de eletrônicos e informática com emissão de laudo de destinação final.
  • Pilhas e baterias: Armazenadas no setor de suprimentos em recipientes forrados, encaminhadas para pontos de coleta autorizados.
  • Material de construção: Retirados por empresa terceirizada, com destino a aterro regularizado.
  • Medicamentos, contrastes e radiofármacos: Segregação e destinação conforme regulamentação específica.

EMPRESAS ENVOLVIDAS NA COLETA E DESTINAÇÃO

Empresas contratadas são obrigadas a portar licenças ambientais e emitir certificado de destinação final, entre outros documentos exigidos pela legislação. Toda documentação é arquivada junto à Divisão Administrativa.

MEDIDAS DE SEGURANÇA E PROTEÇÃO

A instituição mantém fluxo contínuo de capacitação dos trabalhadores e práticas preventivas, incluindo uso de EPI adequado – botas, avental, luvas, óculos e protetores, além de monitoramento de riscos químicos, biológicos e perfurocortantes nas rotinas de coleta e manuseio.

CONTROLE DE INSETOS E ROEDORES

Serviço de controle de pragas realizado conforme cronograma mensal, com relatórios emitidos por empresa contratada e ações corretivas quando necessário.

REFERÊNCIAS

Atendimento à legislação: RDC ANVISA nº 222/2018, Resolução CONAMA nº 358/2005, ABNT NBR 12810, 12807, 13853, além das normas estaduais e municipais pertinentes.

DOCUMENTAÇÕES

Licenças, certificados, manifestos e laudos de destino arquivados na Divisão Administrativa, disponíveis para consulta de auditorias e órgãos fiscalizadores.

REVISÕES E MELHORIAS

O PGRSS poderá ser revisado periodicamente pela comissão designada, sob coordenação do Chefe da Divisão Administrativa, visando aprimorar procedimentos, reduzir riscos e promover melhorias ambientais e ocupacionais.