{"id":89,"date":"2025-08-11T17:07:26","date_gmt":"2025-08-11T20:07:26","guid":{"rendered":"https:\/\/www4.fo.usp.br\/site\/protocolos-manuais-clinica\/?p=89"},"modified":"2025-09-26T11:52:19","modified_gmt":"2025-09-26T14:52:19","slug":"manual-de-boas-praticas-area-radiologia-odontologica-mbp-radio-001","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www4.fo.usp.br\/site\/protocolos-manuais-clinica\/manual-de-boas-praticas-area-radiologia-odontologica-mbp-radio-001\/","title":{"rendered":"Manual de Boas Pr\u00e1ticas &#8211; \u00c1rea &#8211; Radiologia Odontol\u00f3gica &#8211; MBP-RADIO-001"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"wp-block-file\"><a id=\"wp-block-file--media-14349c43-ff7e-4bfd-8809-9898c07b25da\" href=\"https:\/\/www4.fo.usp.br\/site\/protocolos-manuais-clinica\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2025\/08\/MBP-RADIO.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">MBP RADIO<\/a><a href=\"https:\/\/www4.fo.usp.br\/site\/protocolos-manuais-clinica\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2025\/08\/MBP-RADIO.pdf\" class=\"wp-block-file__button wp-element-button\" download aria-describedby=\"wp-block-file--media-14349c43-ff7e-4bfd-8809-9898c07b25da\">Baixar<\/a><\/div>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td rowspan=\"2\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www4.fo.usp.br\/2d0f7d29-f2f5-4ace-9628-043c6f002999\" width=\"92\" height=\"92\"><\/td><td rowspan=\"2\"><strong>Manual de Boas Pr\u00e1ticas<\/strong><br><strong>\u00c1rea &#8211; Radiologia Odontol\u00f3gica<\/strong><\/td><td colspan=\"2\">C\u00f3digo MBP-RADIO-001<\/td><\/tr><tr><td colspan=\"2\"><strong>VERS\u00c3O 1.0<\/strong><\/td><\/tr><tr><td>Elaborado por:<\/td><td>Luciano Augusto Cano Martins<\/td><td>Data:<\/td><td>02\/06\/2025<\/td><\/tr><tr><td>Revisado por:<\/td><td>Marcelo G. Paraiso Cavalcanti e Igor Studart Medeiros<\/td><td>Data:<\/td><td>01\/08\/2025<\/td><\/tr><tr><td>Aprovado por:<\/td><td>Escrit\u00f3rio de Qualidade<\/td><td>Data:<\/td><td>08\/08\/2025<\/td><\/tr><tr><td>Pr\u00f3xima revis\u00e3o:<\/td><td>Anualmente ou quando necess\u00e1rio&nbsp;<\/td><td colspan=\"2\"><\/td><\/tr><tr><td>Assinatura:<\/td><td><\/td><td colspan=\"2\"><\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>INTRODU\u00c7\u00c3O<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>O Manual de Boas Pr\u00e1ticas da \u00c1rea de Radiologia Odontol\u00f3gica da Faculdade de Odontologia da Universidade de S\u00e3o Paulo (FOUSP) foi elaborado para padronizar as etapas realizadas durante o atendimento cl\u00ednico radiogr\u00e1fico, visando a excel\u00eancia e seguran\u00e7a no atendimento. A \u00e1rea de Radiologia Odontol\u00f3gica da FOUSP tem como objetivo capacitar os discentes de gradua\u00e7\u00e3o e p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o a atuar com seguran\u00e7a na aquisi\u00e7\u00e3o de imagens radiogr\u00e1ficas bem como no diagn\u00f3stico das imagens obtidas. Os discentes s\u00e3o treinados para identificar o que \u00e9 saud\u00e1vel ou alterado no contexto das estruturas dentomaxilofaciais.<\/p>\n\n\n\n<p>A radiologia odontol\u00f3gica \u00e9 a \u00e1rea da odontologia respons\u00e1vel pela obten\u00e7\u00e3o e interpreta\u00e7\u00e3o de imagens dos dentes, ossos da face e estruturas adjacentes, por meio de exames radiogr\u00e1ficos. Esses exames auxiliam no diagn\u00f3stico, planejamento e acompanhamento de tratamentos odontol\u00f3gicos, permitindo identificar altera\u00e7\u00f5es invis\u00edveis ao exame cl\u00ednico. Ela inclui t\u00e9cnicas como radiografias periapicais, interproximais, panor\u00e2micas e tomografias computadorizadas.<\/p>\n\n\n\n<p>A pr\u00e1tica da radiologia odontol\u00f3gica envolve n\u00e3o apenas a obten\u00e7\u00e3o de imagens diagn\u00f3sticas com qualidade, mas tamb\u00e9m a ado\u00e7\u00e3o rigorosa de protocolos que assegurem a prote\u00e7\u00e3o dos pacientes, dos profissionais e da comunidade acad\u00eamica. Em um ambiente universit\u00e1rio, como o da Faculdade de Odontologia da Universidade de S\u00e3o Paulo (FOUSP), essa responsabilidade \u00e9 ampliada pela natureza formativa das atividades cl\u00ednicas, exigindo que docentes e discentes atuem conforme os princ\u00edpios \u00e9ticos e t\u00e9cnicos recomendados pelas normativas nacionais e internacionais.<\/p>\n\n\n\n<p>A radia\u00e7\u00e3o ionizante, ainda que utilizada em baixas doses na odontologia, exige cautela e respeito aos princ\u00edpios fundamentais da prote\u00e7\u00e3o radiol\u00f3gica: justifica\u00e7\u00e3o, otimiza\u00e7\u00e3o e limita\u00e7\u00e3o de dose (ICRP, 2007). Isso significa que toda exposi\u00e7\u00e3o deve ser justificada por um benef\u00edcio cl\u00ednico, realizada com a menor dose poss\u00edvel para alcan\u00e7ar o objetivo diagn\u00f3stico, e dentro dos limites recomendados para os trabalhadores e o p\u00fablico. A Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (ANVISA), por meio da RDC n\u00ba 611\/2022, e a Comiss\u00e3o Nacional de Energia Nuclear (CNEN), com as normas NN 3.01 e NN 3.02, estabelecem diretrizes detalhadas sobre a pr\u00e1tica segura do radiodiagn\u00f3stico.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante desse cen\u00e1rio, este Manual de Pr\u00e1ticas para o setor da disciplina Radiologia Odontol\u00f3gica da FOUSP, tem como objetivo principal, padronizar as etapas realizadas durante a aquisi\u00e7\u00e3o radiogr\u00e1fica, visando excel\u00eancia e seguran\u00e7a radiol\u00f3gica no atendimento dos pacientes. Como objetivos secund\u00e1rios, detalhar os par\u00e2metros t\u00e9cnicos recomendados para exames intra e extraorais, os cuidados com a prote\u00e7\u00e3o radiol\u00f3gica e as diretrizes de biosseguran\u00e7a aplic\u00e1veis a todas as etapas do atendimento e apresentar Procedimentos Operacionais Padr\u00f5es (POPs) para cada procedimento.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Este manual dever\u00e1 ser atualizado periodicamente conforme inova\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas e revis\u00f5es nas normativas regulat\u00f3rias com apoio do Escrit\u00f3rio de Qualidade da FOUSP.&nbsp; A ades\u00e3o aos procedimentos aqui descritos \u00e9 obrigat\u00f3ria e ser\u00e1 monitorada pelos docentes e t\u00e9cnicos do setor de Radiologia Odontol\u00f3gica da FOUSP.<\/p>\n\n\n\n<ol start=\"2\" class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>PROCEDIMENTOS T\u00c9CNICOS RADIOGR\u00c1FICOS<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>2.1 EXAMES RADIOGR\u00c1FICOS INTRAORAIS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>As t\u00e9cnicas radiogr\u00e1ficas intrabucais s\u00e3o amplamente utilizadas na pr\u00e1tica odontol\u00f3gica para a avalia\u00e7\u00e3o detalhada dos dentes e das estruturas \u00f3sseas adjacentes. Nesses exames, o receptor de imagem (Filme\/Placa de F\u00f3sforo ou sensores s\u00f3lidos) \u00e9 posicionado dentro da cavidade bucal do paciente, permitindo a obten\u00e7\u00e3o de imagens de alta resolu\u00e7\u00e3o e precis\u00e3o diagn\u00f3stica. A correta execu\u00e7\u00e3o dessas t\u00e9cnicas exige conhecimento anat\u00f4mico, dom\u00ednio do posicionamento do receptor de imagem e do feixe de raios X, al\u00e9m do uso criterioso dos princ\u00edpios de radioprote\u00e7\u00e3o. Essas radiografias desempenham um papel fundamental no diagn\u00f3stico precoce, no planejamento terap\u00eautico e na monitoriza\u00e7\u00e3o de tratamentos em diversas especialidades odontol\u00f3gicas.<\/p>\n\n\n\n<p>Para sua realiza\u00e7\u00e3o, utilizam-se equipamentos radiogr\u00e1ficos pr\u00f3prios e devidamente regulamentado pela Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (ANVISA). Atualmente no setor de Radiologia Odontol\u00f3gica da FOUSP est\u00e3o dispon\u00edveis para uso dos seus usu\u00e1rios, quatro (4) aparelhos do modelo Focus\u00ae (KaVo Kerr) e placas de f\u00f3sforo compat\u00edveis com o esc\u00e2ner de processamento digital Scan eXam\u00ae (KaVo Kerr).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os par\u00e2metros sugeridos para a aquisi\u00e7\u00e3o de imagens intraorais incluem uma tens\u00e3o de 60 a 70 kV, corrente de 7 mA e tempos de exposi\u00e7\u00e3o entre 0,08 e 0,12 segundos, ajustados conforme a regi\u00e3o anat\u00f4mica e a tipo f\u00edsico do paciente. As imagens podem ser adquiridas por meio das t\u00e9cnicas da bissetriz e do paralelismo.<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>T\u00e9cnica Periapical da Bissetriz<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>Quando o paralelismo n\u00e3o \u00e9 vi\u00e1vel, como em pacientes com discrep\u00e2ncia entre as arcadas, recorre-se \u00e0 t\u00e9cnica da bissetriz. Embora menos precisa, essa t\u00e9cnica permite a obten\u00e7\u00e3o de imagens diagn\u00f3sticas aceit\u00e1veis, desde que o posicionamento do feixe seja cuidadosamente ajustado (Freitas et al., 2018). Na t\u00e9cnica da bissetriz, o feixe de raios X \u00e9 direcionado perpendicularmente \u00e0 linha que bisseta o \u00e2ngulo formado entre o longo eixo do dente e o plano do receptor de imagem. Essa t\u00e9cnica \u00e9 baseada na Lei da Isometria de Cieszy\u0144ski, que afirma que, quando os dois lados de um tri\u00e2ngulo s\u00e3o iguais e o raio central \u00e9 projetado perpendicularmente \u00e0 bissetriz do \u00e2ngulo entre eles, a imagem formada ser\u00e1 do mesmo comprimento que o objeto real (<strong>Figura 1<\/strong>).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Figura 1:<\/strong> Proje\u00e7\u00e3o radiogr\u00e1fica na t\u00e9cnica da Bissetriz.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Diante disso, o receptor de imagem (filme ou sensor) \u00e9 posicionado o mais pr\u00f3ximo poss\u00edvel do dente, mas n\u00e3o paralelamente ao seu eixo longo. Para os dentes anteriores, o receptor deve estar em posi\u00e7\u00e3o vertical e para os dentes posteriores, em posi\u00e7\u00e3o horizontal. Para evitar o comprometimento da an\u00e1lise das regi\u00f5es coron\u00e1rias, recomenda-se que a regi\u00e3o incisal\/oclusal seja posicionada a uma dist\u00e2ncia entre 2-3mm a partir da borda inferior do receptor. O <strong>picote ou pit localizador<\/strong> que \u00e9 um pequeno marco anat\u00f4mico ou refer\u00eancia f\u00edsica presente no filme radiogr\u00e1fico tradicional (filme periapical) que indica o lado correto da exposi\u00e7\u00e3o, facilita a orienta\u00e7\u00e3o da imagem ap\u00f3s o processamento. Durante a realiza\u00e7\u00e3o da t\u00e9cnica, o filme ou sensor deve ser posicionado de forma que o picote fique na regi\u00e3o oclusal ou incisal, com a face do picote (Convexa) voltada para o feixe de raios X. No caso de sensores digitais, essa orienta\u00e7\u00e3o \u00e9 substitu\u00edda por s\u00edmbolos ou setas digitais que indicam o lado ativo. O feixe de raios X \u00e9 ent\u00e3o direcionado perpendicularmente \u00e0 bissetriz do \u00e2ngulo formado entre o longo eixo do dente e o plano do receptor.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O posicionamento adequado da cabe\u00e7a do paciente \u00e9 fundamental para a correta aplica\u00e7\u00e3o da t\u00e9cnica da bissetriz, pois facilita o alinhamento entre o receptor de imagem, o eixo longo do dente e a dire\u00e7\u00e3o do feixe de raios X. Esse posicionamento deve respeitar planos anat\u00f4micos de refer\u00eancia para garantir imagens diagn\u00f3sticas com m\u00ednima distor\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>1. Plano Sagital Mediano<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 o plano vertical que divide a cabe\u00e7a em metades direita e esquerda. Deve estar perpendicular ao plano horizontal durante todas as exposi\u00e7\u00f5es radiogr\u00e1ficas, garantindo simetria lateral e evitando distor\u00e7\u00f5es horizontais.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>2. Plano de Frankfurt (ou plano orbitomeatal)<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Linha imagin\u00e1ria que conecta o ponto infraorbit\u00e1rio (margem inferior da \u00f3rbita) ao meato ac\u00fastico externo (por\u00e7\u00e3o superior do conduto auditivo externo). Para radiografias da maxila (arcada superior), o plano de Frankfurt deve estar paralelo ao plano horizontal, garantindo alinhamento correto do plano oclusal superior e facilitando o posicionamento do receptor.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>3. Plano Tr\u00e1gus-Comissura Labial (ou plano de Camper)<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Linha imagin\u00e1ria que liga o tr\u00e1gus da orelha \u00e0 comissura labial (canto da boca). Usado principalmente como refer\u00eancia em radiografias da mand\u00edbula (arcada inferior). Para radiografias inferiores, o plano de Camper deve ser ligeiramente inclinado para baixo, acompanhando a inclina\u00e7\u00e3o natural da mand\u00edbula com o paciente levemente com o queixo abaixado, mantendo o plano oclusal inferior paralelo ao solo.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><thead><tr><th><strong>Regi\u00e3o<\/strong><\/th><th><strong>Maxila<\/strong><\/th><th><strong>Mand\u00edbula<\/strong><\/th><\/tr><\/thead><tbody><tr><td>Incisivos<\/td><td>+40\u00b0 a +45\u00b0<\/td><td>-15\u00b0 a -25\u00b0<\/td><\/tr><tr><td>Caninos&nbsp;<\/td><td>+45\u00b0<\/td><td>-20\u00b0<\/td><\/tr><tr><td>Pr\u00e9-molares&nbsp;<\/td><td>+30\u00b0 a +35\u00b0<\/td><td>-10\u00b0 a -15\u00b0<\/td><\/tr><tr><td>Molares&nbsp;<\/td><td>+20\u00b0 a +25\u00b0<\/td><td>-5\u00b0 a -10\u00b0<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p>Os <strong>\u00e2ngulos verticais<\/strong> do feixe s\u00e3o medidos em rela\u00e7\u00e3o ao plano horizontal:&nbsp; os positivos para incid\u00eancia em dentes da maxila (cabe\u00e7ote inclinado para baixo), negativos para exames da mand\u00edbula (cabe\u00e7ote do aparelho de baixo para cima). Essas angula\u00e7\u00f5es s\u00e3o estimadas e podem variar de acordo com a regi\u00e3o a ser radiografada de acordo com a tabela abaixo.<\/p>\n\n\n\n<p>O <strong>\u00e2ngulo horizontal<\/strong> deve sempre ser ajustado de forma que o feixe de raios X passe entre os contatos proximais dos dentes, evitando sobreposi\u00e7\u00e3o das coroas.<\/p>\n\n\n\n<ol start=\"2\" class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>T\u00e9cnica Periapical do Paralelismo<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>A t\u00e9cnica do paralelismo \u00e9 preferencialmente adotada para as radiografias periapicais e interproximais, por apresentar menor distor\u00e7\u00e3o geom\u00e9trica e maior reprodutibilidade. A t\u00e9cnica do paralelismo baseia-se no posicionamento paralelo entre o longo eixo do dente e o receptor de imagem, que \u00e9 posicionado dentro da cavidade bucal, geralmente com o aux\u00edlio de posicionadores espec\u00edficos. O feixe de raios X deve ser direcionado perpendicularmente tanto ao eixo longo do dente quanto \u00e0 superf\u00edcie do receptor de imagem. Para garantir sua execu\u00e7\u00e3o correta, \u00e9 essencial seguir rigorosamente as etapas de posicionamento, alinhamento e exposi\u00e7\u00e3o, sempre respeitando os princ\u00edpios de radioprote\u00e7\u00e3o e biosseguran\u00e7a. A dist\u00e2ncia foco-filme deve ser de aproximadamente 20 cm, o que minimiza o aumento de imagem e melhora a defini\u00e7\u00e3o. Os par\u00e2metros ideais para radiografias digitais com placas de f\u00f3sforo s\u00e3o: 60\u201370 kV, 7 mA, e tempos de exposi\u00e7\u00e3o de 0,08 a 0,12 segundos, ajust\u00e1veis conforme a regi\u00e3o (anteriores exigem menor tempo que posteriores).<\/p>\n\n\n\n<p>Antes do in\u00edcio do exame, o operador deve seguir as normas de biosseguran\u00e7a presentes neste manual. Os posicionadores radiogr\u00e1ficos s\u00e3o dispositivos fundamentais para a correta aplica\u00e7\u00e3o da t\u00e9cnica do paralelismo, garantindo o alinhamento adequado entre o receptor de imagem, o dente a ser radiografado e o feixe de raios X. Eles promovem estabilidade, padroniza\u00e7\u00e3o e minimizam erros de posicionamento, contribuindo para a obten\u00e7\u00e3o de imagens de alta qualidade com m\u00ednima distor\u00e7\u00e3o geom\u00e9trica.<\/p>\n\n\n\n<p>Os sistemas de posicionamento mais utilizados s\u00e3o compostos por tr\u00eas partes principais como demonstrado na <strong>Figura 2<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Figura 2:<\/strong> Componentes do posicionador radiogr\u00e1fico.<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li>Suporte do receptor de imagem (suporte para filme, sensor ou placa de f\u00f3sforo) e bloco de mordida;<\/li>\n\n\n\n<li>Haste de extens\u00e3o, que conecta o suporte ao anel-guia;<\/li>\n\n\n\n<li>Anel de alinhamento, que auxilia no direcionamento correto do cilindro do aparelho de raios X.<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>Existem diversas marcas comerciais de posicionadores dispon\u00edveis no mercado odontol\u00f3gico. Os kits apresentam geralmente quatro pe\u00e7as uma para a regi\u00e3o anterior, duas para as regi\u00f5es posteriores e uma para interproximal. Para facilitar a identifica\u00e7\u00e3o e o uso correto, alguns posicionadores seguem um sistema de cores padronizado que indica a regi\u00e3o da cavidade bucal a ser radiografada:<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li>Cor azul \u2013 Regi\u00e3o anterior (maxila e mand\u00edbula): Utilizado para radiografias periapicais dos dentes anteriores (incisivos e caninos). O suporte \u00e9 reto, permitindo o posicionamento do receptor em um \u00e2ngulo estreito, adaptado \u00e0 anatomia dos dentes anteriores e \u00e0 curvatura do palato.<\/li>\n\n\n\n<li>&nbsp;Cor vermelha \u2013 Interproximais (bite-wing): Projetado para radiografias interproximais, com foco na visualiza\u00e7\u00e3o das coroas dos dentes&nbsp;<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>posteriores e da crista \u00f3ssea alveolar. Possui suporte espec\u00edfico para manter o receptor em posi\u00e7\u00e3o horizontal, permitindo a detec\u00e7\u00e3o de c\u00e1ries proximais e avalia\u00e7\u00e3o de perda \u00f3ssea.<\/p>\n\n\n\n<ol start=\"3\" class=\"wp-block-list\">\n<li>Cor amarela \u2013 Regi\u00e3o posterior (maxila e mand\u00edbula). Indicado para radiografias periapicais de pr\u00e9-molares e molares. O suporte apresenta um \u00e2ngulo reto, ideal para manter o receptor paralelo ao longo eixo dos dentes posteriores.<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>O receptor (filme ou sensor) deve ser posicionado paralelo ao longo eixo do dente a ser radiografado e seguindo as mesmas orienta\u00e7\u00f5es vertical e horizontal que na t\u00e9cnica da bissetriz. O conjunto posicionador-receptor deve ser introduzido na cavidade bucal de modo que ele permane\u00e7a est\u00e1vel pela oclus\u00e3o do paciente e confort\u00e1vel para o paciente. Em regi\u00f5es posteriores, pode ser necess\u00e1rio reposicionar a l\u00edngua ou orientar o paciente a abrir mais a boca para facilitar o alinhamento correto. O operador deve certificar-se de que o receptor esteja centralizado na \u00e1rea de interesse. O feixe central deve incidir perpendicularmente tanto ao plano do receptor de imagem quanto ao eixo longo do dente e nas faces proximais. O anel de alinhamento do posicionador \u00e9 utilizado para garantir o alinhamento correto, evitando erros de exposi\u00e7\u00e3o ou sobreposi\u00e7\u00e3o de estruturas.&nbsp; Os ajustes dos par\u00e2metros de aquisi\u00e7\u00e3o (kV, mA e tempo de exposi\u00e7\u00e3o) devem ser feitos conforme a regi\u00e3o anat\u00f4mica e o tipo de receptor utilizado de acordo com as recomenda\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas do aparelho utilizado. Ap\u00f3s a aquisi\u00e7\u00e3o, o receptor de imagem deve ser processado por meio de solu\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas ou digital. Na cl\u00ednica da disciplina de Radiologia Odontol\u00f3gica da FOUSP, o processamento \u00e9 digital n\u00e3o requerendo c\u00e2maras escuras fixas ou port\u00e1teis para este fim como nos processamentos qu\u00edmicos. O&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>passo-a-passo deste processamento digital podem ser encontrados nos anexos deste manual.<\/p>\n\n\n\n<p>A imagem radiogr\u00e1fica ideal tanto pela t\u00e9cnica da bissetriz quanto do paralelismo ser\u00e1 aquela que possuir nitidez e contraste ideais para a correta visualiza\u00e7\u00e3o das estruturas, al\u00e9m de aus\u00eancia de distor\u00e7\u00f5es e representa\u00e7\u00e3o completa da \u00e1rea de interesse desde a coroa ao \u00e1pice radicular permitindo tamb\u00e9m a visualiza\u00e7\u00e3o das estruturas \u00f3sseas adjacentes.<\/p>\n\n\n\n<ol start=\"3\" class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>T\u00e9cnica Interproximal<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>A t\u00e9cnica radiogr\u00e1fica interproximal, tamb\u00e9m conhecida como t\u00e9cnica <em>bitewing<\/em> (asa de mordida), \u00e9 um m\u00e9todo intrabucal utilizado para obter imagens das coroas dos dentes superiores e inferiores simultaneamente, incluindo a \u00e1rea das cristas \u00f3sseas alveolares. Seu principal objetivo \u00e9 permitir a detec\u00e7\u00e3o precoce de c\u00e1ries interproximais, avalia\u00e7\u00e3o de restaura\u00e7\u00f5es, monitoramento da perda \u00f3ssea em casos de doen\u00e7a periodontal e controle de tratamentos restauradores. Na t\u00e9cnica Interproximal, o feixe de raios X \u00e9 direcionado perpendicularmente ao receptor de imagem, com angula\u00e7\u00e3o vertical entre +8 a +10\u00b0 e \u00e2ngulo horizontal perpendicular \u00e0s faces proximais. O paciente deve manter o receptor em posi\u00e7\u00e3o utilizando um posicionador ou asa de mordida nas faces oclusais. Os par\u00e2metros t\u00e9cnicos (kV, mA, tempo de exposi\u00e7\u00e3o) devem ser ajustados conforme a tipo f\u00edsico do paciente e o tipo de receptor. Uma radiografia interproximal de boa qualidade deve apresentar visualiza\u00e7\u00e3o n\u00edtida das coroas de dentes superiores e inferiores na mesma imagem, espa\u00e7os interproximais livres de sobreposi\u00e7\u00e3o, presen\u00e7a das cristas \u00f3sseas alveolares vis\u00edveis entre os dentes, aus\u00eancia de distor\u00e7\u00e3o ou alongamento\/encurtamento das estruturas.<\/p>\n\n\n\n<ol start=\"4\" class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>T\u00e9cnica Oclusal<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>As radiografias oclusais s\u00e3o indicadas para registrar \u00e1reas amplas das arcadas maxilar ou mandibular, permitindo a visualiza\u00e7\u00e3o de dentes inclusos, anomalias \u00f3sseas, fraturas, les\u00f5es expansivas, corpos estranhos e caracter\u00edsticas anat\u00f4micas importantes. O receptor de imagem (filme oclusal tamanho 4 ou sensor digital equivalente) \u00e9 posicionado com orienta\u00e7\u00e3o horizontal sobre a&nbsp; superf\u00edcie oclusal da arcada e estabilizado pela mordida do paciente. A cabe\u00e7a deve estar posicionada com o plano sagital mediano perpendicular ao solo e o plano de Frankfurt paralelo ao ch\u00e3o. O feixe de raios X \u00e9 dirigido perpendicularmente ao receptor, com angula\u00e7\u00f5es verticais e horizontais espec\u00edficas de acordo com o tipo de exame. Na <strong>oclusal anterior da maxila<\/strong>, a angula\u00e7\u00e3o vertical \u00e9 de aproximadamente <strong>+60\u00b0<\/strong>, com o feixe direcionado atrav\u00e9s da glabela; na <strong>oclusal anterior da mand\u00edbula<\/strong>, utiliza-se uma angula\u00e7\u00e3o de <strong>-55\u00b0<\/strong>, com incid\u00eancia submentoniana; na <strong>oclusal total da maxila<\/strong>, a angula\u00e7\u00e3o vertical \u00e9 de <strong>+65\u00b0<\/strong>; para a <strong>oclusal total da mand\u00edbula<\/strong>, o feixe \u00e9 direcionado perpendicularmente ao filme, com angula\u00e7\u00e3o vertical de <strong>0\u00b0<\/strong>, incidido na linha m\u00e9dia abaixo do mento; e na <strong>oclusal lateral da mand\u00edbula<\/strong>, utilizada para avaliar corpo mandibular ou ductos salivares, a angula\u00e7\u00e3o vertical \u00e9 de <strong>-45\u00b0<\/strong>, com incid\u00eancia obl\u00edqua lateral, perpendicular ao filme e angula\u00e7\u00e3o horizontal ajustada para atravessar a \u00e1rea de interesse. Estes \u00e2ngulos verticais podem variar de acordo com a anatomia do paciente e o equipamento utilizado. Ajustes devem ser feitos sempre que necess\u00e1rio para centralizar a imagem.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>2.2 EXAMES RADIOGR\u00c1FICOS EXTRAORAIS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>As t\u00e9cnicas radiogr\u00e1ficas extraorais s\u00e3o m\u00e9todos de aquisi\u00e7\u00e3o de imagens em que o receptor (filme ou sensor digital) e a fonte de radia\u00e7\u00e3o s\u00e3o posicionados fora da cavidade bucal, permitindo a obten\u00e7\u00e3o de imagens amplas das estruturas dentofaciais, ossos da face e articula\u00e7\u00f5es temporomandibulares (ATMs). S\u00e3o indicadas principalmente quando h\u00e1 limita\u00e7\u00f5es anat\u00f4micas, dificuldade de abertura bucal, trauma, suspeita de les\u00f5es extensas, ou para planejamento cir\u00fargico e ortod\u00f4ntico.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>2.2.1 RADIOGRAFIA PANOR\u00c2MICA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A radiografia panor\u00e2mica \u00e9 uma t\u00e9cnica radiogr\u00e1fica que resulta na imagem de uma sec\u00e7\u00e3o ampla e com camada de imagem curva e estreita, demonstrando numa mesma proje\u00e7\u00e3o os arcos maxilar e mandibular e estruturas adjacentes. A aquisi\u00e7\u00e3o dessa radiografia \u00e9 poss\u00edvel pela rota\u00e7\u00e3o do receptor de imagem e fonte de radia\u00e7\u00e3o ao redor da cabe\u00e7a do paciente. \u00c9 um exame radiogr\u00e1fico extremamente utilizado na odontologia, principalmente para avalia\u00e7\u00e3o inicial da condi\u00e7\u00e3o oral do paciente, permitindo que se indique \u00e1reas necess\u00e1rias para aquisi\u00e7\u00e3o de proje\u00e7\u00f5es intrabucais. Al\u00e9m disso, \u00e9 uma t\u00e9cnica recomendada para pacientes ed\u00eantulos e pacientes que n\u00e3o toleram a t\u00e9cnica radiogr\u00e1fica intrabucal. As principais indica\u00e7\u00f5es da radiografia panor\u00e2mica s\u00e3o: avalia\u00e7\u00e3o geral da denti\u00e7\u00e3o, avalia\u00e7\u00e3o de terceiros molares, avalia\u00e7\u00e3o de patologias dent\u00e1rias e\/ou \u00f3sseas extensas, avalia\u00e7\u00e3o geral dos componentes \u00f3sseos da articula\u00e7\u00e3o temporomandibular, avalia\u00e7\u00e3o da posi\u00e7\u00e3o de dentes impactados, avalia\u00e7\u00e3o do desenvolvimento e irrup\u00e7\u00e3o dos dentes, avalia\u00e7\u00e3o de trauma dento-maxilo-facial e avalia\u00e7\u00e3o de anomalias de desenvolvimento com repercuss\u00e3o maxilo-facial. Como vantagens da radiografia panor\u00e2mica temos a ampla&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>cobertura dos ossos da face e de todos os dentes, baixa dose de radia\u00e7\u00e3o (comparada ao exame periapical de boca toda), relativa facilidade de execu\u00e7\u00e3o da t\u00e9cnica, possibilidade de realiza\u00e7\u00e3o de imagem em pacientes com trismo ou que n\u00e3o toleram o exame intrabucal, al\u00e9m de ser uma t\u00e9cnica relativamente r\u00e1pida e um exame acess\u00edvel. Como desvantagens da t\u00e9cnica podemos citar a menor resolu\u00e7\u00e3o das imagens, o que implica dizer que a radiografia panor\u00e2mica n\u00e3o oferece o detalhamento que \u00e9 oferecido pelas radiografias intrabucais. Al\u00e9m disso, h\u00e1 magnifica\u00e7\u00e3o desigual e distor\u00e7\u00e3o ao longo da imagem panor\u00e2mica (o que torna mensura\u00e7\u00f5es lineares n\u00e3o confi\u00e1veis), sobreposi\u00e7\u00e3o de imagens reais, duplas e fantasmas (o que dificulta ou exige maior cuidado na distin\u00e7\u00e3o entre&nbsp; detalhes anat\u00f4micos ou patol\u00f3gicos), exige um posicionamento correto do paciente para evitar distor\u00e7\u00f5es na imagem causadas por erro de posicionamento e artefatos de imagem, bem como, exige o posicionamento correto, dentro da camada de imagem, de pacientes com discrep\u00e2ncias maxilo-mandibulares severas. Os aparelhos de radiografia panor\u00e2mica apresentam como componentes: pilar de sustenta\u00e7\u00e3o fixo no solo, no qual est\u00e1 acoplado um bra\u00e7o em forma de \u201cC\u201d contendo uma fonte de radia\u00e7\u00e3o X (e colimador) em um lado e um receptor de imagem do outro (anal\u00f3gico ou digital e colimador secund\u00e1rio) que giram ao redor do paciente de forma sincronizada. Entre a fonte e o receptor existe um suporte para posicionamento do paciente, com apoio frontal e hastes laterais, um apoio para o mento com suporte para o mento ou bloco de mordida. Existem suportes para o paciente se segurar durante a aquisi\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de um painel de controle, que permite o ajuste de alguns par\u00e2metros ou modos de aquisi\u00e7\u00e3o das imagens. Os aparelhos ainda emitem guias luminosos que orientam o operador para que plano sagital, o plano de Frankfurt e linha do canino estejam alinhados entre o aparelho e o paciente. Est\u00e3o dispon\u00edveis<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;atualmente na \u00e1rea cl\u00ednica da disciplina de Radiologia odontol\u00f3gica da FOUSP os aparelhos Kodak 8000C (Carestream) e Veraview X800 (Morita). Para a forma\u00e7\u00e3o da imagem, as estruturas do paciente que est\u00e3o mais pr\u00f3ximas do receptor ficar\u00e3o mais n\u00edtidas na imagem projetada, enquanto as estruturas mais pr\u00f3ximas da fonte de radia\u00e7\u00e3o ser\u00e3o projetadas extremamente ampliadas, borradas e invertidas na imagem. Portanto, enquanto a fonte de radia\u00e7\u00e3o est\u00e1 do lado esquerdo do paciente, as imagens do lado direito est\u00e3o sendo projetadas, e vice-versa. \u00c9 tamb\u00e9m por esse motivo (fonte e receptor de imagem se encontram em lado opostos) que h\u00e1 necessidade de sincronia na emiss\u00e3o do feixe de radia\u00e7\u00e3o e captura das imagens pelo receptor. Para que essa sincronia aconte\u00e7a, a velocidade com que os raios X atravessam o paciente, deve ser a mesma velocidade com que o receptor grava as imagens em sequ\u00eancia. Esse princ\u00edpio de forma\u00e7\u00e3o da imagem permanece o mesmo, independentemente do tipo de receptor usado para registrar a imagem, seja um receptor digital ou do tipo anal\u00f3gico. A camada de imagem representa uma zona tridimensional curva (em formato de um arco), na qual as estruturas que estiverem dentro dessa camada, durante a aquisi\u00e7\u00e3o da imagem, se apresentar\u00e3o com maior nitidez e razoavelmente bem definidas na imagem da radiografia panor\u00e2mica. Portanto, estruturas exatamente no centro da camada de imagem aparecem bem definidas na radiografia, e \u00e0 medida que est\u00e3o mais distantes do centro da camada de imagem, v\u00e3o perdendo defini\u00e7\u00e3o. J\u00e1 as estruturas fora da camada de imagem se apresentam borradas, ampliadas ou reduzidas, e distorcidas. A forma e largura da camada de imagem \u00e9 determinada pelo centro de rota\u00e7\u00e3o, pela velocidade do receptor e fonte de radia\u00e7\u00e3o, alinhamento do feixe de radia\u00e7\u00e3o e largura do colimador. Importante ressaltar que o uso e desgaste da m\u00e1quina&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>podem acarretar e altera\u00e7\u00f5es na camada de imagem, tornando essencial a calibra\u00e7\u00e3o regular do aparelho.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, os aparelhos panor\u00e2micos permitem a sele\u00e7\u00e3o de programas espec\u00edficos que podem alterar a forma e tamanho da camada de imagem de acordo com a anatomia do paciente, pacientes crian\u00e7as, programas para visualiza\u00e7\u00e3o da ATM ou outras estruturas.<\/p>\n\n\n\n<p>O posicionamento do paciente \u00e9 de extrema import\u00e2ncia para garantir que as estruturas de interesse estejam dentro da camada de imagem e para minimizar distor\u00e7\u00f5es na imagem panor\u00e2mica. \u00c9 importante solicitar ao paciente para retirar todos os objetos met\u00e1licos que possuir em regi\u00e3o de cabe\u00e7a e pesco\u00e7o (por exemplo: brincos, piercings, \u00f3culos) e remover as pr\u00f3teses dent\u00e1rias ou aparelhos ortod\u00f4nticos remov\u00edveis, qualquer objeto que possa causar artefatos ou interferir na forma\u00e7\u00e3o da imagem. O paciente deve repousar o queixo no apoio de mento do aparelho. Se o paciente n\u00e3o o apoiar corretamente, as cabe\u00e7as da mand\u00edbula aparecer\u00e3o t\u00e3o superiormente na imagem panor\u00e2mica que poder\u00e3o n\u00e3o aparecer totalmente.<\/p>\n\n\n\n<p>O posicionamento anteroposterior \u00e9 conseguido atrav\u00e9s de dispositivos do pr\u00f3prio aparelho: bloco de mordida (pacientes com os dentes anteriores) ou suporte para o mento (pacientes sem dentes anteriores). O bloco de mordida ou suporte para o mento s\u00e3o acoplados ao apoio de mento do aparelho e a determina\u00e7\u00e3o do posicionamento \u00e9 dada atrav\u00e9s de um sulco no bloco de mordida, no qual o paciente deve ocluir com dentes incisivos, ou \u00e9 limitada pelo suporte para mento. Pacientes que mordem \u00e0 frente do sulco do bloco de mordida est\u00e3o mais pr\u00f3ximos do receptor, portanto, a imagem formada apresenta dentes com dimens\u00f5es mesiodistais reduzidas. J\u00e1 paciente que&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>mordem posterior do sulco, est\u00e3o mais distantes do receptor, portanto, a imagem formada apresentar\u00e1 dentes com dimens\u00f5es mesiodistais ampliadas. O bloco de mordida tamb\u00e9m fornece a importante fun\u00e7\u00e3o de desocluir maxila e mand\u00edbula, e, portanto, evitar que as coroas dos dentes antagonistas fiquem sobrepostas. Nos casos em que \u00e9 necess\u00e1rio utilizar o suporte para o mento, recomenda-se que o paciente morda um peda\u00e7o de palito de madeira para promover a desoclus\u00e3o. O plano sagital mediano deve estar perpendicular ao solo e alinhado com o centro do aparelho. Esse posicionamento \u00e9 auxiliado pelos guias luminosos no aparelho. Altera\u00e7\u00f5es neste alinhamento da cabe\u00e7a, com lateraliza\u00e7\u00e3o ou angula\u00e7\u00e3o da cabe\u00e7a do paciente v\u00e3o gerar imagens com diferentes dimens\u00f5es no lado esquerdo e direito da imagem. De maneira simples, o lado do paciente que estiver mais pr\u00f3ximo do receptor apresentar\u00e1 uma imagem estreitada, enquanto o outro lado estar\u00e1 ampliado. Um jeito pr\u00e1tico para verificar esse erro de posicionamento na imagem \u00e9 comparar o ramo da mand\u00edbula ou molares entre os lados.<\/p>\n\n\n\n<p>A refer\u00eancia utilizada para a inclina\u00e7\u00e3o correta da cabe\u00e7a do paciente no sentido supero-inferior \u00e9 o plano de Frankfurt (tr\u00e1gus-forame infraorbital), que deve estar paralelo ao solo para alinhar o plano oclusal, de maneira que esse \u00faltimo fique ligeiramente baixo na regi\u00e3o anterior. Esse posicionamento \u00e9 auxiliado por guias luminosos do aparelho. Quando o paciente est\u00e1 com a cabe\u00e7a inclinada para tr\u00e1s, ou seja, com o mento inclinado para cima, a imagem resultante apresenta um aspecto de \u201csorriso invertido\u201d, em que o plano oclusal fica mais alto na regi\u00e3o anterior comparado a regi\u00e3o posterior. Al\u00e9m disso, o palato duro se sobrep\u00f5e \u00e0s ra\u00edzes dos dentes superiores, dificultando ou impossibilitando sua avalia\u00e7\u00e3o. Por outro lado, se o paciente est\u00e1 com o mento muito inclinado para baixo, a linha oclusal apresenta um aspecto de \u201csorriso exagerado\u201d, com grande sobreposi\u00e7\u00e3o&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>dos dentes, possibilidade de a regi\u00e3o de s\u00ednfise da mand\u00edbula ser cortada da imagem e cabe\u00e7as da mand\u00edbula projetadas muito superiormente na imagem. O paciente deve manter-se com o pesco\u00e7o e a coluna eretos o m\u00e1ximo poss\u00edvel. Para ajudar neste posicionamento, podemos exercer uma leve press\u00e3o nos processos mastoides do paciente, ajudando-o a esticar pesco\u00e7o e coluna. Outro artif\u00edcio \u00e9 posicionar o paciente e, ao final, pedir para que ele d\u00ea um passo para frente, ajudando a manter o pesco\u00e7o e a coluna esticados. Quando o paciente ou operador falham neste posicionamento, ocorre uma sobreposi\u00e7\u00e3o intensa da imagem da coluna no centro da imagem e proje\u00e7\u00e3o das imagens duplas da coluna sobre os ramos da mand\u00edbula.<\/p>\n\n\n\n<p>Pede-se ao paciente que posicione a l\u00edngua como um todo contra o palato duro, evitando dessa maneira a presen\u00e7a de ar nessa regi\u00e3o. Quando o paciente falhar nesse posicionamento da l\u00edngua, uma imagem radiol\u00facida na regi\u00e3o das ra\u00edzes dos dentes superiores ocorre, o que pode dificultar ou impossibilitar a avalia\u00e7\u00e3o dessa regi\u00e3o na imagem. Um m\u00e9todo que parece ajudar os pacientes com dificuldade de colocar a l\u00edngua toda contra o palato, \u00e9 a coloca\u00e7\u00e3o de roletes de algod\u00e3o sobre o dorso da l\u00edngua do paciente e pedir para que ele empurre estes roletes contra o palato.<\/p>\n\n\n\n<p>Pede-se ao paciente que mantenha os l\u00e1bios selados. Isso evita a forma\u00e7\u00e3o de uma imagem radiol\u00facida referente a abertura dos l\u00e1bios na regi\u00e3o das coroas dos dentes anteriores. E por fim, pede-se ao paciente que se mantenha est\u00e1tico durante todo o exame.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>2.2.2 TELERRADIOGRAFIAS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A aquisi\u00e7\u00e3o dessas radiografias pode ser realizada com aparelhos convencionais de raios X ou com alguns modelos de aparelhos de radiografia panor\u00e2mica, os&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>quais tamb\u00e9m possibilitam a aquisi\u00e7\u00e3o dessas proje\u00e7\u00f5es extrabucais. Podemos&nbsp; dividir as proje\u00e7\u00f5es est\u00e1ticas em tr\u00eas tipos, de acordo com a posi\u00e7\u00e3o do receptor de imagem em rela\u00e7\u00e3o ao paciente.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>2.2.2.1<\/strong><strong> <\/strong><strong>Proje\u00e7\u00f5es laterais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Proje\u00e7\u00f5es laterais s\u00e3o aquelas em que o paciente est\u00e1 posicionado lateralmente ao receptor de imagem e a dire\u00e7\u00e3o de incid\u00eancia do feixe de radia\u00e7\u00e3o \u00e9 perpendicular ao plano sagital do paciente.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Cefalom\u00e9trica lateral<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A proje\u00e7\u00e3o cefalom\u00e9trica lateral representa proje\u00e7\u00f5es padronizadas que permitem reprodutibilidade da regi\u00e3o craniofacial. As proje\u00e7\u00f5es cefalom\u00e9tricas s\u00e3o realizadas utilizando um cefalostato, que ajuda a manter a padroniza\u00e7\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o entre paciente, receptor e fonte de radia\u00e7\u00e3o. Nesta t\u00e9cnica existe ainda uma padroniza\u00e7\u00e3o da dist\u00e2ncia da fonte de radia\u00e7\u00e3o-paciente em 152cm, para reduzir a magnifica\u00e7\u00e3o da imagem, enquanto a dist\u00e2ncia entre paciente e receptor deve estar entre 10-15cm. As radiografias cefalom\u00e9tricas laterais s\u00e3o indicadas para avaliar rela\u00e7\u00f5es anteroposteriores da maxila, mand\u00edbula e base do cr\u00e2nio, avaliar rela\u00e7\u00e3o entre esqueleto e tecido mole, monitorar o progresso do tratamento ortod\u00f4ntico, avaliar seus resultados e para o planejamento de cirurgia ortogn\u00e1tica.<\/p>\n\n\n\n<p>O paciente deve estar com o plano sagital mediano perpendicular ao solo e o plano de Camper (tr\u00e1gus-asa do nariz) paralelo ao solo. O cefalostato apresenta dois suportes laterais (tamb\u00e9m chamados de olivas auriculares) que devem ser inseridos nos condutos auditivos externos do paciente e um apoio naso contendo uma r\u00e9gua milimetrada, que deve ser apoiado abaixo da glabela e ajuda na&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>manuten\u00e7\u00e3o do posicionamento e calibra\u00e7\u00e3o para realiza\u00e7\u00e3o de medidas, respectivamente. O receptor de imagem \u00e9 posicionado paralelo ao plano sagital mediano do lado esquerdo paciente. A \u00e1rea de incid\u00eancia do feixe de radia\u00e7\u00e3o \u00e9 perpendicular ao plano sagital mediano e receptor de imagem, e centralizado no meato ac\u00fastico externo. A imagem resultante deve apresentar a sobreposi\u00e7\u00e3o entre os lados direito e esquerdo do paciente, que nunca v\u00e3o coincidir exatamente, uma vez que um lado est\u00e1 mais distante do receptor e, portanto, ser\u00e1 ampliado. Apesar do objetivo principal da proje\u00e7\u00e3o cefalom\u00e9trica lateral ser a avalia\u00e7\u00e3o cefalom\u00e9trica, a imagem apresenta informa\u00e7\u00f5es importantes sobre a anatomia de cabe\u00e7a e pesco\u00e7o, oferecendo imagens da base do cr\u00e2nio e calv\u00e1ria, do ter\u00e7o superior e m\u00e9dio da face, do ter\u00e7o inferior da face, da coluna cervical, do espa\u00e7o a\u00e9reo e regi\u00e3o paravertebral, e do osso alveolar e dentes, os quais tamb\u00e9m devem ser avaliados. Existem diferentes an\u00e1lises cefalom\u00e9tricas que s\u00e3o baseadas em diferentes pontos anat\u00f4micos, planos e \u00e2ngulos. \u00c9 importante que se reconhe\u00e7a os pontos anat\u00f4micos para uma an\u00e1lise cefalom\u00e9trica precisa e com medidas acuradas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>2.2.2.2<\/strong><strong> <\/strong><strong>Proje\u00e7\u00f5es p\u00f3stero-anteriores<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Proje\u00e7\u00f5es p\u00f3stero-anteriores s\u00e3o aquelas em que o paciente est\u00e1 posicionado de frente para o receptor de imagem e a incid\u00eancia do feixe de radia\u00e7\u00e3o \u00e9 perpendicular ao plano coronal do paciente.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Apoio fronto-naso (PA de mand\u00edbula)<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A proje\u00e7\u00e3o p\u00f3stero-anterior com apoio fronto-naso, tamb\u00e9m chamada de PA de mand\u00edbula, \u00e9 indicada para avalia\u00e7\u00e3o das cabe\u00e7as da mand\u00edbula, ramos e corpo, visualiza\u00e7\u00e3o da complexidade de fraturas e les\u00f5es nestas regi\u00f5es, identifica\u00e7\u00e3o de patologias e deformidades nestas regi\u00f5es e controle p\u00f3s-operat\u00f3rio. Para&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>realiza\u00e7\u00e3o desta t\u00e9cnica, o paciente deve estar com o plano sagital mediano perpendicular ao plano horizontal e a linha canto-meatal paralela ao plano&nbsp; horizontal. O receptor deve estar perpendicular ao plano horizontal, e o paciente deve apoiar a fronte e o \u00e1pice do nariz no receptor de imagem. O feixe de radia\u00e7\u00e3o deve ser direcionado perpendicular ao receptor.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Apoio naso (telerradiografia em normal frontal)<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A proje\u00e7\u00e3o p\u00f3stero-anterior com apoio naso, ou tamb\u00e9m chamada de telerradiografia em norma frontal, \u00e9 indicada para investiga\u00e7\u00e3o dos seios frontais, verifica\u00e7\u00e3o de assimetrias faciais, investiga\u00e7\u00e3o de fraturas da calota craniana e avalia\u00e7\u00e3o de condi\u00e7\u00f5es que afetam os ossos do cr\u00e2nio (doen\u00e7a de Paget, mieloma m\u00faltiplo, hiperparatireoidismo e calcifica\u00e7\u00f5es intracranianas).<\/p>\n\n\n\n<p>Para a realiza\u00e7\u00e3o desta t\u00e9cnica radiogr\u00e1fica, o paciente deve estar com o plano sagital mediano perpendicular ao plano horizontal, e \u00e1pice nasal em contato com o receptor de imagem, de maneira que a linha canto-meatal forme um \u00e2ngulo de 10\u00ba com o plano horizontal. O receptor deve estar perpendicular ao plano horizontal, na frente da face do paciente, e a incid\u00eancia do feixe de raios X deve ser perpendicular ao receptor. A diferen\u00e7a da radiografia cefalom\u00e9trica frontal para a telerradiografia em normal frontal \u00e9 a utiliza\u00e7\u00e3o dos cefalostato para aquisi\u00e7\u00e3o da imagem. A presen\u00e7a do cefalostato permite realizar a an\u00e1lise de simetria facial (Rickets).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Apoio mento (Waters)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A proje\u00e7\u00e3o p\u00f3stero-anterior com apoio mento, tamb\u00e9m conhecida como PA de Waters \u00e9 indicada para avalia\u00e7\u00e3o dos seios maxilares (com boca fechada), seio esfenoidal (com boca aberta), e fraturas no ter\u00e7o m\u00e9dio da face. Para a&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>realiza\u00e7\u00e3o desta t\u00e9cnica radiogr\u00e1fica, o paciente deve estar com o plano sagital mediano perpendicular ao plano horizontal, e mento apoiado no receptor de imagem, de maneira que a linha canto-meatal forme um \u00e2ngulo de 37\u00ba com o&nbsp; plano horizontal. Quando necess\u00e1rio, o paciente deve manter a boca com abertura m\u00e1xima. O receptor deve estar perpendicular ao plano horizontal, na frente da face do paciente, e a incid\u00eancia do feixe de raios X deve ser perpendicular ao receptor.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>2.2.3 TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA POR FEIXE C\u00d4NICO (TFCF)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A imagem de TCFC \u00e9 realizada por um aparelho com p\u00f3rtico rotat\u00f3rio contendo em um lado a fonte de radia\u00e7\u00e3o e no outro o detector de imagem, que realizam um giro ao redor da cabe\u00e7a do paciente. A fonte de radia\u00e7\u00e3o divergente \u00e9 colimada em forma de cone, ou mais comumente comum formato piramidal, e \u00e9 direcionada atrav\u00e9s da regi\u00e3o de interesse. Durante a rota\u00e7\u00e3o s\u00e3o adquiridas diversas imagens de proje\u00e7\u00e3o planas e sequenciais, \u00e0 medida que o p\u00f3rtico gira em torno de um eixo fixo de rota\u00e7\u00e3o, centrado na regi\u00e3o de interesse. As imagens constituem os dados prim\u00e1rios brutos, e s\u00e3o referidas como imagens base. Elas se assemelham a proje\u00e7\u00f5es extrabucais. Os programas de reconstru\u00e7\u00e3o usam algoritmos sofisticados, incluindo a proje\u00e7\u00e3o por filtragem reversa, para usar as imagens base e reconstru\u00ed-las em um conjunto de dados volum\u00e9tricos. Cada unidade formadora desse conjunto de dados volum\u00e9trico \u00e9 chamada de voxel, que equivale ao pixel das radiografias digitais, mas pelo fato de ser tridimensional, \u00e9 representado por um cubo. A cada um desses voxels \u00e9 atribu\u00eddo um valor de cinza baseado a intensidade dos f\u00f3tons incidentes (ou atenua\u00e7\u00e3o) no receptor. Dependendo do aparelho de TCFC, os pacientes podem ser&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>posicionados de tr\u00eas maneiras: em p\u00e9, sentado ou em posi\u00e7\u00e3o supina. As unidades em posi\u00e7\u00e3o supina s\u00e3o fisicamente maiores e podem n\u00e3o ser acess\u00edveis para todos os pacientes. As unidades em p\u00e9 permitem o ajuste da altura de acordo com o paciente, mas nos casos de pacientes com cadeira de&nbsp; rodas, estas podem n\u00e3o conseguir acomod\u00e1-los em posi\u00e7\u00e3o corretamente. As unidades em que o paciente fica sentado podem ser mais confort\u00e1veis para a aquisi\u00e7\u00e3o da imagem, mas tamb\u00e9m pode oferecer limita\u00e7\u00f5es a pacientes que usam cadeira de rodas. Os aparelhos dispon\u00edveis na cl\u00ednica do setor de radiologia odontol\u00f3gica da FOUSP s\u00e3o: Planmeca ProMax 3D Max e o Morita Veraview X800. Independente do posicionamento do paciente, o mais importante \u00e9 a imobiliza\u00e7\u00e3o da cabe\u00e7a durante a aquisi\u00e7\u00e3o da imagem, pois qualquer movimenta\u00e7\u00e3o pode degradar o volume final. A imobiliza\u00e7\u00e3o da cabe\u00e7a \u00e9 conseguida atrav\u00e9s de apoio de mento, bloco de mordida e outros dispositivos para restri\u00e7\u00e3o de movimento da cabe\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>A gera\u00e7\u00e3o de raios X durante a aquisi\u00e7\u00e3o da imagem pode ser cont\u00ednua ou pulsada, coincidindo com a ativa\u00e7\u00e3o do detector. A gera\u00e7\u00e3o de radia\u00e7\u00e3o pulsada \u00e9 prefer\u00edvel pois reduz a dose de radia\u00e7\u00e3o na qual o paciente \u00e9 submetido, uma vez que a radia\u00e7\u00e3o somente \u00e9 emitida de acordo com a ativa\u00e7\u00e3o\/amostragem do detector. Al\u00e9m disso, preconiza-se que os par\u00e2metros de exposi\u00e7\u00e3o sejam ajustados de acordo com o paciente e tarefa de diagn\u00f3stico especifica. Esse ajuste pode ser realizado pela sele\u00e7\u00e3o da corrente do tubo e voltagem do tubo. Alguns outros fatores, como o tempo de exposi\u00e7\u00e3o, podem ser ajustados uma vez que o aparelho ajuste a rota\u00e7\u00e3o do aparelho ou n\u00famero de imagens base adquiridas, normalmente selecionado atrav\u00e9s de op\u00e7\u00f5es de protocolos de resolu\u00e7\u00e3o da imagem oferecidos pelos fabricantes.<\/p>\n\n\n\n<p>Os aparelhos de TCFC utilizam basicamente dois tipos de detectores de imagem: combina\u00e7\u00e3o de tubo intensificador de imagem e dispositivo de carga acoplada (II\/CCD) ou detector de tela plana (FPD). A maioria dos aparelhos de TCFC fazem uso do FPD. Os FPD representam um receptor de imagem&nbsp; \u201cindireto\u201d baseado em um painel de detector de estado s\u00f3lido de grande \u00e1rea acoplado a uma camada de cintilador de raios X.<\/p>\n\n\n\n<p>A resolu\u00e7\u00e3o espacial da imagem adquirida, portanto o detalhe da imagem, \u00e9 determinada principalmente, mas n\u00e3o s\u00f3, pelo tamanho dos voxels que comp\u00f5e o volume reconstru\u00eddo. Os voxels que comp\u00f5em as imagens de TCFC s\u00e3o isotr\u00f3picos, ou seja, possuem o mesmo tamanho em todas as dimens\u00f5es. O tamanho do voxel \u00e9 determinado pela matriz e tamanho do pixel no detector. Aparelhos com menor pixel no detector permitem a sele\u00e7\u00e3o de menores voxels para reconstru\u00e7\u00e3o da imagem e consequentemente, maior resolu\u00e7\u00e3o espacial te\u00f3rica. Entretanto, a sele\u00e7\u00e3o de voxels menores pode acarretar um aumento do ru\u00eddo na imagem, devido \u00e0 maior recepta\u00e7\u00e3o de f\u00f3tons espalhados.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de o tempo de aquisi\u00e7\u00e3o de um exame de TCFC ser relativamente baixo, uma quantidade enorme de dados \u00e9 gerada. Esses dados s\u00e3o processados para criar um conjunto de dados volum\u00e9trico composto por voxels atrav\u00e9s de uma sequ\u00eancia de algoritmos em um processo chamado reconstru\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria. A reconstru\u00e7\u00e3o dos dados \u00e9 computacionalmente complexa e consiste em duas etapas. A primeira etapa de pr\u00e9-processamento, \u00e9 realizada no computador de aquisi\u00e7\u00e3o da imagem, onde as imagens s\u00e3o corrigidas com rela\u00e7\u00e3o a imperfei\u00e7\u00f5es inerentes dos pixels do detector, varia\u00e7\u00e3o na sensibilidade atrav\u00e9s do detector e exposi\u00e7\u00e3o irregular. A segunda etapa de reconstru\u00e7\u00e3o \u00e9 realizada no computador de reconstru\u00e7\u00e3o. As imagens corrigidas s\u00e3o convertidas em uma&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>representa\u00e7\u00e3o especial chamada de sinograma, que representa as estruturas a partir das proje\u00e7\u00f5es m\u00faltiplas. Esse processo de transforma\u00e7\u00e3o em sinograma \u00e9 chamado de transforma\u00e7\u00e3o Radon. A imagem final, ou volume, \u00e9 reconstru\u00eddo a partir do sinograma com um algoritmo de retroproje\u00e7\u00e3o filtrada para dados volum\u00e9tricos, sendo o algoritmo mais utilizado o de Feldkamp. Esse processo \u00e9 chamado de transforma\u00e7\u00e3o Radon inversa. Quando todas as fatias forem reconstru\u00eddas, elas s\u00e3o combinadas em um \u00fanico volume para visualiza\u00e7\u00e3o. O tempo de reconstru\u00e7\u00e3o varia de acordo com os par\u00e2metros selecionados, como tamanho de voxel, tamanho FOV, n\u00famero de imagens base e configura\u00e7\u00f5es de hardware e de software. Para o aparelho Morita X-800 recomendam-se os seguintes campos de vis\u00e3o (FOVs):<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td><strong>FOV<\/strong><\/td><td><strong>Raz\u00e3o do Exame<\/strong><\/td><td><strong>Especifica\u00e7\u00e3o<\/strong><\/td><\/tr><tr><td rowspan=\"3\"><strong>80 x 40<\/strong><\/td><td>Maxila<\/td><td>arcada padr\u00e3o<\/td><\/tr><tr><td>Mandibula<\/td><td>somente regi\u00e3o dentada em arcada padr\u00e3o<\/td><\/tr><tr><td>Hemi-arco<\/td><td>arcada padr\u00e3o<\/td><\/tr><tr><td><\/td><td><\/td><td><\/td><\/tr><tr><td rowspan=\"3\"><strong>80 x 50&nbsp; &nbsp; 80 x 80<\/strong><\/td><td>Maxila<\/td><td>arcada ampla<\/td><\/tr><tr><td>Mandibula<\/td><td>somente rgi\u00e3o dentada em arcada ampla<\/td><\/tr><tr><td>Hemi-arco<\/td><td>arcada ampla<\/td><\/tr><tr><td><\/td><td><\/td><td><\/td><\/tr><tr><td rowspan=\"3\"><strong>100 x 50<\/strong><\/td><td rowspan=\"3\">Maxila e mand\u00edbula sem ramo&nbsp;<\/td><td rowspan=\"3\">arcada padr\u00e3o<\/td><\/tr><tr><td><\/td><\/tr><tr><td><\/td><\/tr><tr><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><\/tr><tr><td rowspan=\"2\"><strong>150 x 50<\/strong><\/td><td>Mand\u00edbula total com ramo<\/td><td rowspan=\"2\">arcada padr\u00e3o<\/td><td><\/td><\/tr><tr><td>ATM<\/td><td><\/td><\/tr><tr><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><\/tr><tr><td rowspan=\"2\"><strong>150 x 75<\/strong><\/td><td>Mand\u00edbula total com ramo<\/td><td rowspan=\"2\">arcada ampla<\/td><td><\/td><\/tr><tr><td>ATM<\/td><td><\/td><\/tr><tr><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><\/tr><tr><td><strong>150 x 140<\/strong><\/td><td>Face<\/td><td><\/td><td><\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td><strong>FOV<\/strong><\/td><td><strong>Raz\u00e3o do exame<\/strong><\/td><td><strong>Especifica\u00e7\u00f5es<\/strong><\/td><\/tr><tr><td rowspan=\"4\"><strong>4 x 4<\/strong><\/td><td rowspan=\"4\">Avalia\u00e7\u00e3o endodontia<\/td><td>HD<\/td><\/tr><tr><td>100 Kvp<\/td><\/tr><tr><td>8 Ma<\/td><\/tr><tr><td>360<\/td><\/tr><tr><td><\/td><td><\/td><td><\/td><\/tr><tr><td rowspan=\"5\"><strong>4 x 4<\/strong><\/td><td rowspan=\"5\">Demais avalia\u00e7\u00f5es<\/td><td>SD<\/td><\/tr><tr><td>100 Kvp<\/td><\/tr><tr><td>6 Ma<\/td><\/tr><tr><td>360\u00ba com presen\u00e7a de materiais met\u00e1licos<\/td><\/tr><tr><td>180\u00ba sem presen\u00e7a de materiais met\u00e1licos&nbsp;<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<ol start=\"3\" class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>RADIOPROTE\u00c7\u00c3O E CONTROLE DE QUALIDADE<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>A prote\u00e7\u00e3o do paciente e da equipe \u00e9 parte integrante e obrigat\u00f3ria do exerc\u00edcio da radiologia odontol\u00f3gica. A utiliza\u00e7\u00e3o de equipamentos de prote\u00e7\u00e3o individual (EPIs) \u00e9 regulada pela CNEN e pela ANVISA, sendo imprescind\u00edvel o uso de avental de chumbo com espessura m\u00ednima de 0,25 mmPb e protetor de tireoide, especialmente em exames intraorais. Esses equipamentos devem ser utilizados acoplados sempre que poss\u00edvel, garantindo maior conforto e efici\u00eancia na prote\u00e7\u00e3o (CNEN NN 3.01, 2014).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A durabilidade funcional dos EPIs est\u00e1 diretamente relacionada \u00e0s condi\u00e7\u00f5es de uso e armazenamento. A recomenda\u00e7\u00e3o normativa \u00e9 que sejam submetidos \u00e0 inspe\u00e7\u00e3o semestral, por meio de radioscopia ou testes visuais, e que sejam substitu\u00eddos a cada cinco anos ou em caso de avarias detectadas. Devem ser armazenados pendurados, sem dobras e protegidos de calor excessivo e umidade, evitando degrada\u00e7\u00f5es que comprometam sua efici\u00eancia. A validade \u00e9 de at\u00e9 5 anos, com inspe\u00e7\u00f5es semestrais por meio de radioscopia ou inspe\u00e7\u00e3o t\u00e1til-visual para identifica\u00e7\u00e3o de fissuras.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m da prote\u00e7\u00e3o individual, o controle de qualidade dos equipamentos \u00e9 elemento central para a seguran\u00e7a e efic\u00e1cia dos exames. A RDC n\u00ba 611\/2022 da ANVISA determina a realiza\u00e7\u00e3o de testes mensais nos sistemas digitais, verifica\u00e7\u00e3o da qualidade de imagem, calibra\u00e7\u00e3o anual dos equipamentos e manuten\u00e7\u00e3o preventiva com registro audit\u00e1vel. O uso de dos\u00edmetros individuais para os profissionais expostos tamb\u00e9m \u00e9 obrigat\u00f3rio, permitindo o monitoramento cont\u00ednuo das doses recebidas.<\/p>\n\n\n\n<p>A radioprote\u00e7\u00e3o \u00e9 um conjunto de medidas destinadas a proteger pacientes, profissionais e o p\u00fablico em geral contra os efeitos nocivos da exposi\u00e7\u00e3o \u00e0 radia\u00e7\u00e3o ionizante. No contexto da radiologia odontol\u00f3gica, as a\u00e7\u00f5es de radioprote\u00e7\u00e3o devem estar rigorosamente alinhadas com a legisla\u00e7\u00e3o vigente no Brasil, especialmente a Resolu\u00e7\u00e3o RDC n\u00ba 611\/2022 da ANVISA, a Portaria SAPS n\u00ba 28\/2023 e as orienta\u00e7\u00f5es da Comiss\u00e3o Nacional de Energia Nuclear (CNEN). Uma das principais exig\u00eancias dessas normas \u00e9 a delimita\u00e7\u00e3o da \u00e1rea controlada, ou seja, a zona de acesso restrito durante a realiza\u00e7\u00e3o de exposi\u00e7\u00f5es radiogr\u00e1ficas, onde podem ocorrer n\u00edveis de radia\u00e7\u00e3o superiores aos limites para o p\u00fablico. A \u00e1rea controlada \u00e9 o espa\u00e7o f\u00edsico ao redor do equipamento de raios X onde h\u00e1 a possibilidade de exposi\u00e7\u00e3o \u00e0 radia\u00e7\u00e3o direta ou dispersa durante os exames. Nessa \u00e1rea, o acesso deve ser restrito exclusivamente a pessoas autorizadas, e todas as medidas de prote\u00e7\u00e3o devem ser aplicadas para garantir que os n\u00edveis de dose permane\u00e7am abaixo dos limites ocupacionais recomendados. A blindagem tem como objetivo impedir que a radia\u00e7\u00e3o ionizante ultrapasse os limites f\u00edsicos da sala controlada, protegendo pessoas em ambientes adjacentes e garantindo que a exposi\u00e7\u00e3o externa fique abaixo dos limites estabelecidos para o p\u00fablico (1 mSv\/ano). As portas blindadas devem conter uma placa de chumbo com espessura equivalente \u00e0 da parede (ex.: 1 mmPb). O visor de observa\u00e7\u00e3o, se houver, deve ser de vidro plumb\u00edfero, com espessura compat\u00edvel (ex.: 1,5 mmPb). Todos os elementos devem estar sobrepostos ou selados com fita plumb\u00edfera ou material equivalente para evitar&nbsp; vazamentos de radia\u00e7\u00e3o. As salas controladas da cl\u00ednica de radiologia da FOUSP s\u00e3o equipadas por biombos de chumbo com as especifica\u00e7\u00f5es citadas e manter a dist\u00e2ncia entre a fonte de radia\u00e7\u00e3o de 2 metros de dist\u00e2ncia. A altura m\u00ednima recomendada para biombos \u00e9 de 2,10 m, com largura que permita prote\u00e7\u00e3o integral do operador, incluindo a linha dos olhos, especialmente para equipamentos operados em p\u00e9.&nbsp; A aplica\u00e7\u00e3o de materiais baritados, como gesso ou argamassa com sulfato de b\u00e1rio (barita), s\u00f3 \u00e9 obrigat\u00f3ria quando a alvenaria comum n\u00e3o atinge a atenua\u00e7\u00e3o exigida pelo c\u00e1lculo. Ou seja, se a parede de alvenaria j\u00e1 for suficientemente espessa e densa para bloquear os n\u00edveis de radia\u00e7\u00e3o previstos, ela poder\u00e1 ser aceita sem a necessidade de barita. No entanto, em muitas situa\u00e7\u00f5es, especialmente em exames extraorais ou em locais com grande fluxo de pacientes, \u00e9 necess\u00e1rio aplicar revestimentos baritados ou chapas de chumbo para garantir a seguran\u00e7a a 2,5 metros a partir do ch\u00e3o. A blindagem das paredes deve ser cont\u00ednua e cobrir toda a superf\u00edcie vertical exposta \u00e0 radia\u00e7\u00e3o, desde o piso at\u00e9 o teto (ou forro), sem lacunas, frestas ou interrup\u00e7\u00f5es. Quanto \u00e0 espessura dos materiais baritados, \u00e9 definida pelo c\u00e1lculo radiom\u00e9trico realizado por um servi\u00e7o especializado. Em geral, utiliza-se gesso baritado com 2 a 3 cm de espessura e concentra\u00e7\u00e3o de 30 a 40% de barita por volume, ou argamassa baritada com 3 a 5 cm de espessura. A prote\u00e7\u00e3o deve ser estendida tamb\u00e9m \u00e0s portas (com folhas de chumbo de espessura equivalente \u00e0 parede) e visores (com vidro plumb\u00edfero).<\/p>\n\n\n\n<p>Nos exames intraorais, a \u00e1rea controlada normalmente inclui o raio direto (campo prim\u00e1rio) e uma zona ao redor do paciente tendo como dist\u00e2ncia m\u00ednima entre operador e tubo de raios X, quando n\u00e3o h\u00e1 blindagem f\u00edsica, de pelo menos 2 metros, formando um \u00e2ngulo de 90 a 135\u00b0 em rela\u00e7\u00e3o ao feixe central, onde a radia\u00e7\u00e3o espalhada \u00e9 menos intensa. Desta forma, as principais medidas exigidas incluem:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Prote\u00e7\u00e3o do paciente com avental de chumbo com prote\u00e7\u00e3o tireoidiana;<\/li>\n\n\n\n<li>Posicionamento do operador a uma dist\u00e2ncia m\u00ednima de 2 metros da fonte e fora do trajeto do feixe prim\u00e1rio, ou protegido por barreira f\u00edsica adequada (blindagem de parede ou biombo de chumbo);<\/li>\n\n\n\n<li>Uso de indicadores visuais e sinaliza\u00e7\u00e3o de &#8220;Raio X em uso&#8221; na entrada do ambiente;<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Nos exames extraorais, como panor\u00e2micas, telerradiografias e t\u00e9cnicas especiais da ATM ou seios da face, a \u00e1rea controlada tende a ser maior, uma vez que o tempo de exposi\u00e7\u00e3o e o campo irradiado s\u00e3o superiores. As exig\u00eancias incluem:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Blindagem adequada da sala, com paredes revestidas com chumbo ou equivalente, conforme c\u00e1lculo radiom\u00e9trico;<\/li>\n\n\n\n<li>Controle de acesso, com sinaliza\u00e7\u00e3o obrigat\u00f3ria externa indicando &#8220;\u00c1rea controlada \u2013 acesso restrito durante exposi\u00e7\u00f5es&#8221;;<\/li>\n\n\n\n<li>Prote\u00e7\u00e3o do paciente com avental plumb\u00edfero mesmo em exames onde o feixe n\u00e3o incide diretamente sobre o t\u00f3rax ou abdome;<\/li>\n\n\n\n<li>Presen\u00e7a do operador fora da sala ou protegido por anteparos blindados com visor de chumbo;<\/li>\n\n\n\n<li>Posicionadores fixos e imobilizadores para garantir que o paciente permane\u00e7a na posi\u00e7\u00e3o correta, evitando repeti\u00e7\u00f5es e exposi\u00e7\u00f5es desnecess\u00e1rias.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m dos cuidados de radioprote\u00e7\u00e3o da \u00e1rea controlada, testes peri\u00f3dicos dos equipamentos devem ser realizados al\u00e9m de uma educa\u00e7\u00e3o continuada dos profissionais que operam os equipamentos (T\u00e9cnicos e Docentes da FOUSP). Entre os principais testes de controle de qualidade realizados est\u00e3o: o teste de reprodutibilidade da dose, que avalia a const\u00e2ncia na emiss\u00e3o de radia\u00e7\u00e3o; o teste de reprodutibilidade do tempo de exposi\u00e7\u00e3o; a verifica\u00e7\u00e3o da tens\u00e3o (kVp) e da corrente (mA) emitidas; a checagem do alinhamento do feixe de radia\u00e7\u00e3o; o teste de colima\u00e7\u00e3o; a avalia\u00e7\u00e3o da integridade do cabe\u00e7ote e dos cabos de alta tens\u00e3o; e, para sistemas anal\u00f3gicos, a avalia\u00e7\u00e3o das solu\u00e7\u00f5es reveladoras e fixadoras. Para sistemas digitais, tamb\u00e9m s\u00e3o recomendados testes de resposta do sensor, linearidade e fidelidade do software de aquisi\u00e7\u00e3o. A qualidade da imagem tamb\u00e9m \u00e9 avaliada com o uso de fantomas espec\u00edficos, que permitem verificar o contraste, a nitidez e a presen\u00e7a de artefatos indesejados. Os testes devem ser realizados com periodicidade vari\u00e1vel, de acordo com a complexidade do exame e o tipo de equipamento, sendo os mais frequentes realizados semanal ou mensalmente, e os mais complexos anualmente. Os resultados devem ser registrados, arquivados e disponibilizados para inspe\u00e7\u00f5es sanit\u00e1rias. Caso qualquer item esteja fora dos padr\u00f5es aceit\u00e1veis, o equipamento deve ser imediatamente retirado de uso at\u00e9 que a falha seja corrigida.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m dos testes, o controle de qualidade abrange a manuten\u00e7\u00e3o preventiva peri\u00f3dica, geralmente feita anualmente por empresas autorizadas, e a manuten\u00e7\u00e3o corretiva quando surgirem falhas operacionais. Ap\u00f3s qualquer manuten\u00e7\u00e3o, os testes devem ser repetidos para validar o retorno do equipamento \u00e0 rotina cl\u00ednica. A execu\u00e7\u00e3o desses controles pode ser feita por cirurgi\u00f5es-dentistas capacitados, por f\u00edsicos m\u00e9dicos ou engenheiros, de acordo com as exig\u00eancias legais. A implementa\u00e7\u00e3o rigorosa do controle de qualidade garante n\u00e3o apenas a conformidade legal, mas tamb\u00e9m a seguran\u00e7a dos exames, a redu\u00e7\u00e3o de exposi\u00e7\u00f5es desnecess\u00e1rias, a qualidade do diagn\u00f3stico e a longevidade dos equipamentos radiol\u00f3gicos.<\/p>\n\n\n\n<ol start=\"4\" class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>BIOSSEGURAN\u00c7A&nbsp;<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>As pr\u00e1ticas de biosseguran\u00e7a t\u00eam como objetivo prevenir a contamina\u00e7\u00e3o cruzada entre pacientes e entre pacientes e equipe. As normas de Biosseguran\u00e7a da FOUSP est\u00e3o publicadas no Procolo de Biosseguran\u00e7a tendo sua vers\u00e3o mais atualizada publicada em fevereiro de 2023. Todos os pacientes que buscarem atendimento na FOUSP, seja para consulta cl\u00ednica ou para o setor de urg\u00eancia, ser\u00e3o inicialmente encaminhados para o setor de triagem. A classifica\u00e7\u00e3o para atendimento seguir\u00e1 a ordem decrescente de gravidade das urg\u00eancias dentoalveolares: traumatismos, hemorragias, dores agudas e processos infecciosos agudos j\u00e1 estabelecidos pelas normas de atendimento da cl\u00ednica. Ap\u00f3s este procedimento de triagem, os pacientes s\u00e3o encaminhados ou agendados para a realiza\u00e7\u00e3o dos exames radiogr\u00e1ficos. No setor de radiologia, as medidas se Biosseguran\u00e7a se iniciam antes mesmo do atendimento cl\u00ednico, com a higieniza\u00e7\u00e3o adequada da sala, prote\u00e7\u00e3o da cadeira, aparelho, bancadas e disparador com barreiras f\u00edsicas de pl\u00e1stico. Al\u00e9m disso os t\u00e9cnicos e docentes da radiologia devem verificar o correto funcionamento dos aparelhos e sistemas de processamento radiogr\u00e1fico.<\/p>\n\n\n\n<p>As <strong>t\u00e9cnicas radiogr\u00e1ficas intrabucais<\/strong> podem ser realizadas por Discentes, Docentes e t\u00e9cnicos de radiologia odontol\u00f3gica com posicionadores autoclav\u00e1veis, com o objetivo de minimizar erros e reduzir a necessidade de repeti\u00e7\u00e3o das imagens. Todos os quatro boxes existentes na cl\u00ednica atual est\u00e3o equipados com aparelhos de raios-X (FOCUS \u2013 Kavo) e disp\u00f5em de dispensadores de \u00e1lcool 70% em gel e borrifadores para a descontamina\u00e7\u00e3o das superf\u00edcies. Devem ser usadas barreiras pl\u00e1sticas transparentes (sacos de 44 cm \u00d7 33 cm) para envolver o cabe\u00e7ote do aparelho de raios X odontol\u00f3gico, o encosto da cadeira (incluindo o apoio para a cabe\u00e7a), al\u00e9m do painel de comando e do disparador do equipamento. Essas barreiras devem ser removidas e descartadas em sacos pl\u00e1sticos apropriados ap\u00f3s cada atendimento, conforme protocolo de descarte de material contaminado.<\/p>\n\n\n\n<p>Preferencialmente, o procedimento deve ser feito a quatro m\u00e3os (operador 1 e operador 2) para diminuir o risco de contamina\u00e7\u00e3o cruzada. O operador 1 dever\u00e1 higienizar suas m\u00e3os, utilizar os equipamentos de prote\u00e7\u00e3o individuais (Luva de procedimento, gorro, pijama cl\u00ednico e m\u00e1scara) e ser\u00e1 o respons\u00e1vel em posicionar o conjunto posicionador-filme no interior da cavidade oral. O operador 2, tamb\u00e9m dever\u00e1 estar paramentado com EPIs e far\u00e1 a paramenta\u00e7\u00e3o do paciente com aventais de chumbo, o posicionamento do cabe\u00e7ote do aparelho na angula\u00e7\u00e3o correta, fechamento da porta e acionar o bot\u00e3o de exposi\u00e7\u00e3o.&nbsp; Em exames realizados com sistemas digitais, o operador 2 tamb\u00e9m ser\u00e1 respons\u00e1vel pela manipula\u00e7\u00e3o do computador.&nbsp; Os receptores de imagem s\u00e3o revestidos com barreiras pl\u00e1sticas e embalados individualmente previamente ao atendimento cl\u00ednico. Havendo a necessidade, cabe ao operador 2 providenciar novos inv\u00f3lucros para os receptores. Como medida adicional de prote\u00e7\u00e3o, pode-se envolver totalmente o conjunto posicionador-receptor com embalagem pl\u00e1stica. Ap\u00f3s exposi\u00e7\u00e3o radiogr\u00e1fica, s\u00e3o removidas as embalagens pl\u00e1sticas adicionais do posicionador e\/ou a remo\u00e7\u00e3o do receptor de imagem do posicionador. O operador 1 deve abrir os inv\u00f3lucros pl\u00e1sticos sem tocar no receptor, descartando-o em recipiente limpo ap\u00f3s o atendimento. O operador 2 deve remover as luvas, higienizar as m\u00e3os removendo os res\u00edduos de p\u00f3 antes de iniciar o processamento radiogr\u00e1fico. Para o processamento radiogr\u00e1fico, os pacientes dever\u00e3o ser cadastrados no software de aquisi\u00e7\u00e3o de imagem com o n\u00famero de cadastro disponibilizado na recep\u00e7\u00e3o do paciente. Ap\u00f3s o cadastro no sistema de aquisi\u00e7\u00e3o, as placas de f\u00f3sforo s\u00e3o processadas no esc\u00e2ner Scan eXam\u00ae (KaVo Kerr) e ao t\u00e9rmino do processamento, as imagens s\u00e3o exibidas no computador.&nbsp; Ap\u00f3s a verifica\u00e7\u00e3o da qualidade das imagens, elas dever\u00e3o ser inseridas no sistema integrado Romeu (<a href=\"https:\/\/clinicas.fo.usp.br\/\">https:\/\/clinicas.fo.usp.br\/<\/a>) ou gravadas em CD para o paciente.<\/p>\n\n\n\n<p>O auxiliar ou t\u00e9cnico respons\u00e1vel pela execu\u00e7\u00e3o dos exames panor\u00e2micos, cefalom\u00e9tricos e tomogr\u00e1ficos dever\u00e1 conduzir o procedimento com rigor, utilizando sempre sobreluvas pl\u00e1sticas para garantir a biosseguran\u00e7a. Todas as superf\u00edcies e equipamentos utilizados nesses exames devem ser desinfetados com \u00e1lcool 70% antes e ap\u00f3s o atendimento, respeitando os protocolos de descontamina\u00e7\u00e3o vigentes. Os aparelhos de radiografia panor\u00e2mica, cefalom\u00e9trica e tomografia dever\u00e3o estar equipados com barreiras pl\u00e1sticas descart\u00e1veis para cobrir as \u00e1reas de contato frequente, como o painel de controle, bot\u00f5es, encosto de cabe\u00e7a e suportes para queixo ou testa. Essas barreiras devem ser substitu\u00eddas ap\u00f3s cada atendimento, descartadas corretamente conforme o protocolo para res\u00edduos contaminados. A superf\u00edcie das mesas auxiliares e demais \u00e1reas de contato no box devem ser desinfetadas com \u00e1lcool 70% e protegidas com filme pl\u00e1stico imperme\u00e1vel, trocados a cada paciente.<\/p>\n\n\n\n<p>Para os exames panor\u00e2micos e cefalom\u00e9tricos, o paciente deve ser posicionado de forma precisa, utilizando os apoios e posicionadores disponibilizados para garantir imagens de qualidade e minimizar a necessidade de repeti\u00e7\u00e3o do exame. Os blocos de mordida tamb\u00e9m dever\u00e3o ser protegidos com inv\u00f3lucro pl\u00e1stico e descartado no final do atendimento. No caso da tomografia, a estabiliza\u00e7\u00e3o do paciente deve ser adequada para evitar movimentos durante a aquisi\u00e7\u00e3o das imagens, garantindo a precis\u00e3o diagn\u00f3stica. Nas modalidades digitais, as imagens dever\u00e3o ser armazenadas e visualizadas eletronicamente, conforme descrito nas imagens intraorais. O operador respons\u00e1vel pela manipula\u00e7\u00e3o dos sistemas digitais (computadores, teclados e mouses) deve garantir que esses dispositivos estejam protegidos por barreiras pl\u00e1sticas transparentes, trocadas ap\u00f3s cada uso, e higienizados regularmente.<\/p>\n\n\n\n<p>Os acess\u00f3rios reutiliz\u00e1veis, como posicionadores, suportes e apoios para o paciente, devem ser desinfetados ap\u00f3s cada uso, utilizando solu\u00e7\u00f5es recomendadas, como aquelas \u00e0 base de cloro, \u00e1lcoois, fen\u00f3is, iod\u00f3foros ou quatern\u00e1rio de am\u00f4nio, conforme orienta\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas.<\/p>\n\n\n\n<ol start=\"5\" class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>CONSIDERA\u00c7\u00d5ES FINAIS<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>Este manual visa oferecer um referencial t\u00e9cnico, regulat\u00f3rio e \u00e9tico para o setor de Radiologia Odontol\u00f3gica em institui\u00e7\u00f5es de ensino superior. A ado\u00e7\u00e3o padronizada de protocolos, aliada ao monitoramento constante da prote\u00e7\u00e3o radiol\u00f3gica e \u00e0 observ\u00e2ncia rigorosa das pr\u00e1ticas de biosseguran\u00e7a, constitui o alicerce de uma forma\u00e7\u00e3o qualificada e comprometida com a sa\u00fade p\u00fablica. Diante da evolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica e das atualiza\u00e7\u00f5es normativas, \u00e9 essencial que este manual seja revisado periodicamente, com a participa\u00e7\u00e3o ativa dos corpos docente e discente, consolidando-se como ferramenta indispens\u00e1vel na forma\u00e7\u00e3o do cirurgi\u00e3o-dentista.<\/p>\n\n\n\n<ol start=\"6\" class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>REFER\u00caNCIAS<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (ANVISA). RDC N\u00ba 611, de 9 de mar\u00e7o de 2022.<\/p>\n\n\n\n<p>Comiss\u00e3o Nacional de Energia Nuclear (CNEN). NN 3.01 \u2013 Diretrizes B\u00e1sicas de Prote\u00e7\u00e3o Radiol\u00f3gica. Bras\u00edlia: CNEN, 2014.<\/p>\n\n\n\n<p>Comiss\u00e3o Nacional de Energia Nuclear (CNEN). NN 3.02 \u2013 Radiodiagn\u00f3stico M\u00e9dico e Odontol\u00f3gico. Bras\u00edlia: CNEN, 2014.<\/p>\n\n\n\n<p>International Commission on Radiological Protection (ICRP). Publication 103: Recommendations of the ICRP. Ann. ICRP 37 (2-4), 2007.<\/p>\n\n\n\n<p>International Electrotechnical Commission (IEC). IEC 60601-2-65: Particular requirements for the basic safety and essential performance of dental extra-oral X-ray equipment, 2012.<\/p>\n\n\n\n<p>White SC, Pharoah MJ. Oral Radiology: Principles and Interpretation. 7th ed. Elsevier; 2014.<\/p>\n\n\n\n<p>Langlais RP, Miller CS, Nield-Gehrig JS. Radiographic Imaging for the Dental Team. 5th ed. Elsevier; 2017.<\/p>\n\n\n\n<p><em>ANEXOS<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>POP &#8211; AQUISI\u00c7\u00c3O DE RADIOGRAFIA INTRABUCAL (link)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>POP &#8211; PROCESSAMENTO DAS IMAGENS RADIOGR\u00c1FICAS INTRABUCAIS DIGITAIS (link)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>POP &#8211;<\/strong> <strong>PREPARO COMPUTADOR DE AQUISI\u00c7\u00c3O IMAGENS RADIOGR\u00c1FICAS EXTRABUCAIS (link)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>POP &#8211; AQUISI\u00c7\u00c3O DE RADIOGRAFIA PANOR\u00c2MICA (link)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>POP &#8211; AQUISI\u00c7\u00c3O DE IMAGENS EXTRABUCAIS (link)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>POP &#8211; AQUISI\u00c7\u00c3O DE TOMOGRAFIA POR FEIXE C\u00d4NICO (link)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>POP &#8211;<\/strong> <strong>ARQUIVAMENTO DE TOMOGR\u00c1FICAS (link)<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Manual de Boas Pr\u00e1ticas\u00c1rea &#8211; Radiologia Odontol\u00f3gica C\u00f3digo MBP-RADIO-001 VERS\u00c3O 1.0 Elaborado por: Luciano Augusto Cano Martins Data: 02\/06\/2025 Revisado por: Marcelo G. Paraiso Cavalcanti e Igor Studart Medeiros Data: 01\/08\/2025 Aprovado por: Escrit\u00f3rio de Qualidade Data: 08\/08\/2025 Pr\u00f3xima revis\u00e3o: Anualmente ou quando necess\u00e1rio&nbsp; Assinatura: O Manual de Boas Pr\u00e1ticas da \u00c1rea de Radiologia Odontol\u00f3gica [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":8,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[13],"tags":[21,29],"class_list":["post-89","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-manual","tag-manual","tag-radiologia","entry"],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www4.fo.usp.br\/site\/protocolos-manuais-clinica\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/89","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www4.fo.usp.br\/site\/protocolos-manuais-clinica\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www4.fo.usp.br\/site\/protocolos-manuais-clinica\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www4.fo.usp.br\/site\/protocolos-manuais-clinica\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www4.fo.usp.br\/site\/protocolos-manuais-clinica\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=89"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www4.fo.usp.br\/site\/protocolos-manuais-clinica\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/89\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":609,"href":"https:\/\/www4.fo.usp.br\/site\/protocolos-manuais-clinica\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/89\/revisions\/609"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www4.fo.usp.br\/site\/protocolos-manuais-clinica\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=89"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www4.fo.usp.br\/site\/protocolos-manuais-clinica\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=89"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www4.fo.usp.br\/site\/protocolos-manuais-clinica\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=89"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}